e cuspiu em meu rosto, toda a sua ausência
E hoje, eu me perdôo!Eu me perdôo por ter amado-te de dentro pra fora
por ter comido a sua alma e cuspido a vida em seus olhos
Eu me perdôo por ter arrancado-te a melancolia que só em mim cabiaEu me perdôo, pois hoje eu me velo, e
Celebro a minha morte
Eu me perdôo e danço descalço nos cacos da minha decadência
sinto a terra adentrar minha boca, e eu me perdôo
Escurece
o peito adormece
A canção de ninar agora estrebucha em meu coraçãoA pele seca
branco opaco
o gelado do céu, salpicado na carne
sua boca agora é casulo
eu, lagarta
Perdoa-me, eu te amo… preso no céu de tua boca
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