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Há um elo perdido em cada um de nós, alojado no estômago, correndo em nossas artérias, remexendo nossas hipóteses sobre a felicidade. Talvez esse elo seja a nossa própria existência à procura de algum sentido, talvez seja esse vazio abrindo espaço e se moldando ao formato correto. E no decorrer da vida, podemos achar a conexão certa, o encaixe perfeito, a palavra contida, esquecida. Pode ser aquela notícia do jornal de quinta, o disgnóstico da sua esquizofrenia, a visão do alto da praia de Trancoso, a pele molhada do seu corpo (no meu), a paranoia de Roberto Piva, a melodia de Jake, a cor do seu vestido, o vinho, a ferida sem cura, o ajuste de contas, o suco sobre o balcão, as janelas abertas, o céu encurvado sobre o planeta. Olhe para o espelho, reconheça o seu próprio elo perdido, alimente-o daquilo que te faz bem. Reencontre o fio da meada.
Elisa Bartlett. 
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